Caso Isadora Viana: Defesa de Paulo Xisto Filho informa que vai recorrer a tribunais superiores após ampliação da pena

Caso Isadora Viana: Defesa de Paulo Xisto Filho informa que vai recorrer a tribunais superiores após ampliação da pena

Foto: Arquivo Pessoal (Divulgação)

A defesa de Paulo Odilon Xisto Filho se manifestou por meio de nota após a informação de que a pena imposta ao réu foi aumentada em quatro anos pela Justiça. Ele já havia sido condenado a 12 anos de prisão pelo feminicídio da modelo santa-mariense Isadora Viana Costa, 22 anos, e agora deverá cumprir 16 anos de reclusão em regime fechado. A defesa informou que não concorda com o aumento da pena imposto pela Justiça e que irá recorrer aos tribunais superiores. Em nota, o escritório do advogado Aury Lopes Jr. sustenta que a elevação da condenação é injusta e desproporcional, além de contrariar, segundo os defensores, critérios de razoabilidade e proporcionalidade do direito penal.


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A defesa também argumenta que a decisão seria contrária às provas técnicas produzidas no processo e afirma que buscará a revisão do entendimento para “restabelecer a justiça”.

O réu cumpre pena no Presídio de Imbituba, no Sul de Santa Catarina. Além da condenação criminal, a juíza Luisa Rinaldi Silvestri determinou, na sentença original, a perda do cargo público de oficial de cartório.


O que diz a defesa de Paulo Xisto Filho

"A defesa de Paulo Xisto Filho, patrocinada pelo escritório Aury Lopes Jr, não concorda com a decisão proferida e considera que o aumento da pena imposto ao acusado é injusto e descabido, destoando dos critérios de proporcionalidade e razoabilidade que orientam o direito penal. A deliberação do Conselho de Sentença é manifestamente contrária à prova dos autos, ignorando elementos técnicos essenciais para a correta reconstrução dos fatos. Por fim, a defesa afirma que recorrerá aos Tribunais Superiores para restabelecer a justiça e corrigir o evidente desequilíbrio da decisão."

Como foi o julgamento

O julgamento ocorreu em setembro de 2025, no município de Imbituba (SC), e se estendeu por três dias. Ao final, o Conselho de Sentença fixou a pena em 12 anos de reclusão.

Na ocasião, a defesa já havia anunciado que recorreria da decisão. Segundo os advogados, a sentença seria questionada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina e, se necessário, em instâncias superiores.

A tese defensiva sustentou que o laudo pericial apontou a presença de quantidade de cocaína considerada muito acima do limite suportado pelo organismo humano no corpo de Isadora e que não teriam sido constatadas fraturas ou lesões compatíveis com agressões físicas. Para os advogados, esses elementos reforçariam a hipótese de morte por overdose acidental.

Do outro lado, a acusação informou, à época, que recorreria. Rogério Froner, pai de Isadora, confirmou que a família e o Ministério Público ingressaram com recurso para aumentar a pena — pedido que foi acolhido, resultando na ampliação da condenação.

Após a nova decisão, a página “Justiça por Isadora” publicou mensagem nas redes sociais afirmando que a majoração da pena representa reconhecimento da gravidade do crime. A família destacou que a mobilização judicial se estende há mais de sete anos e que continuará acompanhando o caso.


Relembre o caso

Isadora conheceu Paulo em março de 2018, em Santa Maria, e os dois iniciaram um relacionamento. Em abril daquele ano, a jovem viajou até Imbituba para passar alguns dias com o companheiro.

Conforme a investigação, Paulo Xisto Filho apresentaria comportamento agressivo quando fazia uso de drogas. No dia do crime, após uma discussão, ele teria agredido Isadora com golpes no abdômen.

Socorristas do Corpo de Bombeiros relataram ter encontrado o lençol da cama sujo de sangue. Quando a polícia chegou ao local, porém, a peça já havia sido retirada, o que embasou a acusação de fraude processual.

O réu foi preso em duas ocasiões, em 2018 e 2019, e atualmente cumpre pena em regime fechado. A defesa sempre sustentou que a morte da jovem teria ocorrido em decorrência de uma overdose acidental.

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